Verificar o prazo
Conferir imediatamente o prazo de defesa para não perder o direito.
Um auto de infração tem prazo curto de defesa e pode conter erros de fato, de cálculo ou de procedimento. A análise técnica identifica esses pontos e organiza a impugnação no momento certo.

O auto de infração é o documento pelo qual o Fisco cobra um tributo e aplica multa. Ele tem prazo curto para defesa e nem sempre está correto: pode haver erro no valor exigido, na base de cálculo, na indicação dos responsáveis ou no próprio procedimento de fiscalização. A defesa administrativa analisa esses pontos e apresenta a impugnação, muitas vezes suspendendo a exigência enquanto a discussão não termina.
Conferir imediatamente o prazo de defesa para não perder o direito.
Examinar tributo, multa, responsáveis e o procedimento adotado.
Apresentar a defesa com teses e documentos adequados.
Conheça as frentes da defesa em auto de infração
O escopo depende da autuação e da fase do processo. As três primeiras frentes reúnem os pilares da defesa; as demais tratam de recursos e desfecho.

A defesa começa por entender exatamente o que está sendo cobrado e por quê. Muitos erros aparecem já nessa leitura.
Verificação do que está sendo cobrado e sobre qual base.
Conferência dos acréscimos aplicados à cobrança.
Análise de quem foi apontado como devedor.

A fiscalização tem limites. Quando eles não são respeitados, a autuação pode ser anulada, no todo ou em parte.
Verificação de quem tinha autoridade para autuar.
Análise da fundamentação do auto de infração.
Exame das provas e da regularidade do processo.

A impugnação é a defesa apresentada contra o auto. Bem construída, ela pode reduzir ou afastar a cobrança.
Definição dos argumentos de fato e de direito.
Organização das provas que sustentam a defesa.
Formulação clara dos pedidos e das provas necessárias.
Demais frentes da análise tributária
Selecione uma frente para conhecer o trabalho correspondente.

Se a decisão de primeira instância for desfavorável, ainda há recursos. Cada um tem requisitos e prazos próprios.
Recurso do contribuinte contra a decisão inicial.
Discussão de divergências de entendimento.
Apresentação da defesa na sessão de julgamento.
Os recursos costumam ser julgados por órgãos colegiados, como o CARF na esfera federal. A atuação nesses conselhos exige preparo técnico.
Atuação no CARF em tributos federais.
Defesa nos conselhos de contribuintes estaduais.
Atuação nos órgãos de julgamento municipais.
Multas muito elevadas podem ser questionadas por assumirem caráter de confisco, conforme o entendimento dos tribunais.
Análise da multa frente ao tributo exigido.
Discussão de penalidades desproporcionais.
Busca de adequação do valor da multa.
Ao fim da discussão administrativa, define-se o que fazer: encerrar, pagar, negociar ou levar a questão ao Judiciário.
Leitura da decisão final administrativa.
Pagamento, parcelamento ou discussão judicial.
Definição da medida mais adequada ao caso.
A defesa transforma a análise da autuação em providências claras, no prazo e proporcionais ao risco da cobrança.
Analisar
Examinar o auto, o lançamento e o procedimento da fiscalização.
Impugnar
Apresentar defesa e recursos com teses e documentos.
Encaminhar
Definir o desfecho: encerrar, negociar ou discutir em juízo.
Recebeu um auto de infração e o prazo de defesa está correndo?
Uma análise inicial verifica a autuação e os caminhos de defesa disponíveis.
Solicitar análise inicial
Dr. Vitor Miranda
Advogado tributarista
A atuação parte de uma leitura clara do auto de infração e das provas, conectando a análise da cobrança, as nulidades e os recursos a uma defesa consistente.
Falar com o escritórioRespostas diretas e em linguagem simples para as dúvidas mais comuns. Cada autuação precisa de análise conforme os documentos e a fase do processo.
O primeiro passo é verificar o prazo de defesa, que costuma ser curto, e reunir os documentos. Em seguida, analisa-se o que está sendo cobrado, as multas e os responsáveis apontados, para preparar a impugnação.
O prazo varia conforme o órgão, mas é curto e começa a contar da ciência do auto. Perder esse prazo dificulta muito a defesa, por isso é importante agir logo que a autuação é recebida.
É a defesa apresentada contra o auto de infração dentro do próprio processo administrativo. Nela, o contribuinte expõe seus argumentos e provas para reduzir ou afastar a cobrança.
Em regra, a apresentação da impugnação suspende a exigência do crédito enquanto o processo administrativo não é decidido. Isso costuma evitar a inscrição em dívida ativa e a execução durante a discussão.
Depende do caso, mas com frequência vale. Há recursos após a primeira decisão, julgados por órgãos colegiados, e muitas autuações são reduzidas ou canceladas nessa fase.
É o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão que julga recursos em matéria de tributos federais. Nos estados e municípios existem conselhos de contribuintes com função semelhante.
Sim. Multas desproporcionais podem ser discutidas por assumirem caráter de confisco, conforme o entendimento dos tribunais. A análise verifica a proporcionalidade da penalidade em relação ao tributo.
Na esfera administrativa, em regra, não é exigido depósito ou garantia para apresentar a impugnação e os recursos. Isso é diferente do que ocorre em algumas medidas judiciais.
Pode. Falhas de competência, de motivação ou no procedimento da fiscalização podem levar à nulidade, total ou parcial, da autuação. Por isso a análise do procedimento é parte importante da defesa.
Encerrada a discussão administrativa de forma desfavorável, ainda é possível avaliar o pagamento, o parcelamento ou a discussão da cobrança no Judiciário, conforme o caso.
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